Eu te vejo atrás desse vidro. É o que nos separa e o que nos une, o que espera para quebrá-lo? São forças que nos arrastam, e ainda estamos por trás desse vidro esperando que ele se parta. Juntamos nossas mãos com alguma esperança. Nada? Porque o obstáculo não é tão nocivo quanto parece, mas quando te vejo por trás do invisível, eu sei que tudo que te puxa pra longe é o que te puxa pra perto. E nesse paradoxo, continuamos separados pelo vidro, que racha, mas dificilmente estilhaça.